A América Móvil (AMX), controlling da Claro, avalia a compra de ativos de telecomunicações na Colômbia, em negociação com o Grupo Salinas para adquirir a Azteca Comunicaciones, provedora de infraestrutura com uma extensa rede de fibra óptica pelo território colombiano.
A subsidiária da AMX na Colômbia já protocolou um pedido de pré-avaliação do negócio junto ao órgão de defesa da concorrência do país, com o objetivo de analisar impactos de uma eventual fusão com a Azteca, conforme apurado pelo Mobile World Live.
A Claro Colômbia afirmou que a integração entre as empresas pode gerar sinergias operacionais e otimizar o uso da infraestrutura existente. Ressaltou, porém, que o ativo não seria de alto apelo comercial próprio, mas que a operação é fundamental para levar conectividade a áreas onde não existem opções de rede.
Em fevereiro, o CEO da AMX, Daniel Hajj, mencionou mudanças no cenário competitivo na América Latina e indicou que a empresa tem movimentos de consolidação em andamento.
Colômbia aparece como um mercado relevante para o grupo: segundo o balanço de 2025 da AMX, o país é o terceiro maior em número de clientes. Na banda larga, a Colômbia contava com 3,5 milhões de acessos em dezembro, atrás apenas do México (12 milhões) e do Brasil (10,6 milhões). Na mobilidade, a Claro Colômbia fechou o ano com 42,6 milhões de usuários, com a base móvel local sendo superada apenas pela brasileira (89,5 milhões) e pela mexicana (84,6 milhões).
O processo de pré-avaliação regula as possíveis implicações da fusão e continuidade de movimentos de consolidação podem depender de aprovações das autoridades antitruste antes de qualquer decisão firme sobre aquisição.