Um alerta recente da Check Point Software sinaliza o crescimento de grupos de cibercriminosos que vão além de hackear sistemas, recrutando insiders em telecom, tecnologia e bancos para contornar defesas.
No setor de telecom, funcionários de operadoras, especialmente nos Estados Unidos, têm sido recrutados em fóruns online para apoiar esquemas de SIM Swapping, permitindo que criminosos interceptem autenticações de dois fatores (2FA) e invadam contas bancárias.
A Check Point cita um caso específico: uma solicitação para que funcionários da Cox Communications redefinissem contas de e-mail de clientes.
Além disso, anúncios buscando insiders foram observados na Apple, Samsung e Xiaomi, bem como em plataformas como Netflix e Spotify. Também foram identificadas ofertas de até US$ 10 mil para insiders em provedores de serviços de nuvem.
Em média, os pagamentos a funcionários que “vendem” acesso ou dados variam de US$ 3 mil a US$ 15 mil por acesso único, podendo chegar a seis dígitos para colaborações de longo prazo. Além da darknet, grupos de ransomware também utilizam o Telegram para atrair colaboradores insatisfeitos ou motivados por ganhos financeiros rápidos, oferecendo até US$ 10 mil por acesso a serviços de nuvem.
Embora a Check Point Software não tenha destacado registros desse tipo de atividade no Brasil, o uso de insiders é considerado um “ponto cego” entre equipes de segurança, pois as defesas podem ser desativadas por quem já possui acesso. Isso pode resultar em danos reputacionais e multas regulatórias pesadas.
Para combater essa ameaça, especialistas da Check Point indicam o monitoramento de comportamentos anômalos, o controle rigoroso de privilégios de acesso (zero trust) e a varredura ativa da Darknet para identificar se seus funcionários estão sendo assediados.