Segundo o BTG Pactual, a TIM e a Vivo devem apresentar resultados sólidos em 2026, mantendo um ritmo de crescimento mais moderado em comparação com 2025, ano considerado excepcional em termos operacionais e de retorno aos acionistas. O relatório destaca que as receitas das operadoras devem avançar em linha com a inflação ou um pouco acima, aliado a uma expansão da margem Ebitda e estabilidade nos investimentos (Capex).
Para a TIM, a projeção de 2026 aponta um crescimento de 4,9% na receita de serviços, chegando a 27,1 bilhões de reais, com a Ebitda avançando 6,8% para 14,4 bilhões. A Vivo, por sua vez, deve registrar receita de serviços de 59,1 bilhões (+6,2%) e Ebitda de 27,2 bilhões (+10%). Os analistas ressaltam que 2026 deve ser mais favorável operacionalmente, ainda que o desempenho de 2025 tenha criado uma base alta de comparação.
A projeção também indica crescimento expressivo do fluxo de caixa operacional livre: TIM (+11,5%) e Vivo (+20,9%). Em termos de remuneração aos acionistas, a TIM deve distribuir 4,8 bilhões de reais e a Vivo 8,7 bilhões por meio de dividendos, recompra de ações e juros sobre patrimônio, mantendo o foco em retornos aos investidores.
No quarto trimestre de 2025, o BTG destacou que o ano foi excepcional para as teles. A TIM deve registrar lucro líquido de 1,16 bilhão de reais, com EBITDA ajustado em alta de 8% e margem de 52,2%. As receitas móveis devem crescer 4,9% e as do segmento fixo 3,1%, marcando o primeiro resultado positivo da vertical de 2025.
A Vivo, por sua vez, é projetada com lucro líquido de 1,88 bilhão de reais no quarto trimestre de 2025, EBITDA de alta de 7,8% e margem de 42,9%. A receita móvel da Vivo no período deve aumentar 6,5%, com o segmento fixo expandindo 7,2% frente ao quarto trimestre de 2024. O relatório também lembra que TIM (+67%) e Vivo (+50%) superaram o Ibovespa (+34%) no ano anterior, reforçando o bom momento setorial.