Na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a audiência desta segunda-feira terminou em impasse. O BTG rejeitou abrir negociação sobre a proposta de R$ 4,5 bilhões pela participação da Oi na V.tal, enquanto credores mantiveram oposição ao valor.
A proposta partiu do UMB Bank, representante dos credores da Opção de Reestruturação I, mas foi recusada pelo BTG; a juíza Simone Gastesi Chevrand encerrou a sessão informando que os autos viriam conclusos para decisão.
A alienação envolve 26,27% da Oi na V.tal; o preço, R$ 4,5 bilhões, fica aquém do piso mínimo de R$ 12,3 bilhões estabelecido no plano de recuperação judicial. Credores já vinham recusando a oferta, mas sinalizaram a possibilidade de negociar alterações. Também esteve em debate a hipótese de um IPO futuro pela V.tal; o BTG afirmou que não há planos para os próximos 18 meses.
O UMB argumentou que a proposta desrespeita o preço mínimo do edital e do plano, e declarou que não pretende realizar credit bid. A Oi e o gestor judicial defenderam a homologação da proposta única, citando a situação financeira da companhia, a leitura da consultoria G5 Partners sobre a razoabilidade do valor e o pagamento à vista em dinheiro, considerado aderente ao edital.
A administração judicial conjunta (Arnoldo Wald) não opôs o aceite, e o watchdog acompanhou o entendimento, bem como o Comitê de Credores Trabalhistas da Serede, que valorizou o pagamento em dinheiro. Trabalhadores estimaram que cerca de R$ 2,5 bilhões iriam para credores da Opção 1, com o restante destinável à dívida trabalhista.
Com o impasse, permanece a perspectiva de reabertura do certame para novas propostas ou, ainda, a retirada da oferta. A juíza afirmou que o processo segue para decisão em breve, destacando a complexidade jurídica, econômica e social envolvida na alienação da UPI V.tal.