A Dig.ia – Aliança pela Infraestrutura Digital e Internet Aberta, anunciada neste domingo no MWC 2026, Barcelona, passa a atuar com foco na defesa de um ambiente regulatório estável para atrair projetos estruturantes de longo prazo, como datacenters, cabos submarinos e redes de edge computing.
A entidade também incorporou quatro novos associados estratégicos: Microsoft, Scala Data Centers, Ascenty e Tecto Data Centers, elevando a base de parceiros para pelo menos 30 nomes de peso, incluindo gigantes globais e players locais.
Entre os membros destacados estão Amazon, Netflix, Meta, Google e TikTok, além de entidades setoriais como Abert, Abratel e Abrint, que fortalecem o ecossistema brasileiro de tecnologia e conectividade.
Para Alessandro Molon, diretor-executivo da Dig.ia, o objetivo é inserir o Brasil de forma competitiva no fluxo internacional de capital destinado à infraestrutura digital. “Estamos falando de ciclos de investimento de 20 a 30 anos, com aportes bilionários. Países que oferecem segurança jurídica atraem esses projetos; os demais ficam à margem”, afirmou durante o MWC 2026.
Ele completou: “O Brasil tem atributos relevantes, mas eles não se convertem automaticamente em investimento. É preciso estabilidade normativa, racionalidade tributária e coordenação institucional”, destacou, sinalizando as ajustes necessários para converter atributos em capital de longo prazo.
A Dig.ia sinaliza que a atuação deverá acelerar a atração de projetos de infraestrutura digital ao longo de vários ciclos de investimento, com previsões de longo prazo que exigem previsibilidade regulatória e tributária para que a visão de edge computing e conectividade avancem de forma sustentável.