O Brasil saltou da 35ª posição para a 16ª no Global AI Vibrancy Tool, estudo da Universidade de Stanford, impulsionado por avanços em qualificação de talentos, governança ética de IA e melhoria da percepção pública, custeado por uma pontuação de 12,74 pontos, quase o dobro do ano anterior (com a nota ficando pouco acima de 6), enquanto os Estados Unidos atingiram 78,6 pontos.
O índice avalia 42 critérios distribuídos em oito pilares que medem desde formação profissional e contratação de especialistas até produção científica, governança, infraestrutura e percepção social sobre IA.
No pilar talento, o Brasil saltou da 35ª para a 12ª posição, refletindo maior qualificação, aumento na demanda por especialistas e melhoria na retenção de talentos; o relatório também aponta progressos na participação feminina em IA.
No pilar IA responsável, o Brasil passou da 30ª para a 14ª posição, destacando crescimento na privacidade e governança de dados, transparência e explicabilidade de algoritmos, segurança e avaliação de riscos, bem como justiça algorítmica e mitigação de vieses. Pesquisadores brasileiros ampliaram presença em conferências internacionais como AAAI, AIES, FAccT, ICLR, ICML e NeurIPS.
A percepção pública brasileira subiu para o 6º lugar entre as nações mais otimistas em relação à IA, impulsionada pela popularização de ferramentas generativas, maior presença de startups de IA na mídia e debates sobre produtividade e automação. Ainda assim, o ranking ressalta entraves persistentes em infraestrutura, economia da IA e políticas de governança nacional, com pouca computação de alto desempenho e dependência de nuvens estrangeiras. Para executivos, o resultado indica confiança social crescente para acelerar a adoção de IA, mas exige foco em governança, infraestrutura e segurança para competir na próxima década.