A Agência Nacional de Telecomunicações desativou, nesta quarta-feira, uma estação clandestina ERB Fake na cidade de São Paulo, localizada na Rua Vergueiro, próxima à Estação Ana Rosa do Metrô. O equipamento era utilizado para sequestrar sinais de celulares e disparar mensagens fraudulentas em larga escala, configurando um golpe com alcance regional. A operação resultou na apreensão de equipamentos de crime e na detenção do responsável pela atividade criminosa.
A investigação teve início após uma denúncia formal de uma operadora de telefonia móvel sobre degradação súbita do sinal em pontos específicos da Vila Mariana. Fiscais da Anatel empregaram técnicas de drive test combinadas com analisadores de espectro em tempo real, equipados com antenas direcionais, para rastrear a origem da interferência e mapear com precisão a ERB Fake. A metodologia permitiu identificar a fonte exatamente, revelando que o dispositivo explorava vulnerabilidades da rede 2G.
O equipamento clandestino simulava ser uma estação legítima, forçando aparelhos próximos a se conectarem automaticamente a ele. Com isso, os dispositivos das vítimas ficavam sob controle dos criminosos, que podiam enviar milhares de mensagens falsas diariamente sem que os usuários percebessem a origem fraudulenta das comunicações.
Dados oficiais indicam que 2025 registrou a recuperação de sete equipamentos similares, sendo seis em São Paulo e um no Rio de Janeiro. A quinta desativação de ERB Fake na capital paulista ocorreu em julho do ano passado, sinalizando a persistência dessa modalidade criminosa e a necessidade de fiscalização contínua.
Especialistas destacam que a sofisticação dessas estações clandestinas representa um desafio para a segurança cibernética, já que a dependência da rede 2G cria uma janela de vulnerabilidade para ataques de phishing via SMS e outras formas de fraude. A interceptação de comunicações móveis pode expor dados sensíveis e comprometer autenticação baseada em SMS.
A Anatel aponta a transição para redes mais seguras, como 4G e 5G, como solução de longo prazo, além da continuidade da cooperação com operadoras e forças de segurança para aprimorar mecanismos de detecção e resposta a essas ameaças. Empresas devem reforçar políticas de conscientização sobre mensagens suspeitas e adotar práticas para verificar a autenticidade de links e comunicações não solicitadas recebidas por SMS.