A Amazon LEO, operação de banda larga por satélite da gigante de tecnologia, solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) uma extensão do prazo para implantar a primeira metade de sua constelação de órbita baixa.
O pedido visa adiar em dois anos a ativação de 1.618 satélites, trocando a data-limite de 30 de julho de 2026 para 30 de julho de 2028. A empresa também sugere, caso o pleito não seja atendido, uma isenção da meta intermediária.
Anterioremente conhecida como Projeto Kuiper, a constelação foi planejada para até 3.236 satélites. A FCC autorizou o projeto em 2020, prevendo que pelo menos metade dos satélites estariam em operação até julho de 2026, com a totalidade prevista para 2029.
Dificuldades citadas pela Amazon LEO incluem dificuldades em agendar todos os lançamentos no curto prazo, falta de disponibilidade de datas nos centros de lançamento, além de condições climáticas adversas, priorização de lançamentos governamentais e problemas técnicos com os veículos contratados. Em 2025, a empresa realizou apenas sete dos mais de 20 lançamentos programados.
A empresa afirma que, se não houver extensão, pretende obter isenção da meta intermediária para manter o cronograma de longo prazo. A Amazon LEO destaca ter investido mais de US$ 10 bilhões no projeto e diz que continuará investindo para oferecer conectividade por satélite.
Situação atual: até janeiro, a companhia contava com 180 satélites em órbita; os primeiros lançamentos ocorreram em abril do ano anterior. A fábrica nos EUA possui capacidade de produção de 30 satélites por semana; no ritmo atual, a estimativa é de ter cerca de 700 equipamentos em órbita até 30 de julho deste ano.