O estudo da Boston Consulting Group aponta que o 6G pode se tornar a espinha dorsal da Inteligência Artificial (IA), com velocidades de até 1 Tbps e lançamento comercial previsto para 2029-2030. A tecnologia é apresentada como um impulsionador de aplicações em tempo real, desde automação industrial até cidades inteligentes, gerando impactos significativos para organizações públicas e privadas.
Mais do que um simples aumento de velocidade, o 6G propõe uma arquitetura distribuída com IA nativa, conectando dispositivos, edge e cloud para reduzir latência determinística e ampliar o uplink necessário para aplicações de IA em tempo real. Esse modelo favorece operações de grande escala com desempenho previsível, algo que gera ganhos de eficiência energética e processamento distribuído.
As projeções econômicas são expressivas: especialistas citam cenários de impactos que podem ultrapassar trilhões de dólares, com estimativas de US$ 6 trilhões até 2030 e até US$ 18 trilhões até 2035 conforme o ecossistema amadurece. O Brasil já sinalizou compromisso estratégico ao investir recursos para pesquisas de 6G e IA, sinalizando uma preparação para a transição tecnológica.
A transformação de redes em plataformas de computação distribuída deve favorecer automação industrial, cidades inteligentes, realidade imersiva e mobilidade autônoma, com decisões críticas tomadas em milissegundos e com confiabilidade determinística. A arquitetura distribuída do 6G permite que o processamento ocorra onde for necessário, reduzindo latência e custos de transmissão.
Desafios de cibersegurança são centrais: a expansão da superfície de ataque requer proteção integrada desde a concepção da rede, com mecanismos de IA nativos, criptografia avançada e defesa em profundidade para ambientes distribuídos. A chegada do 6G também traz a necessidade de considerar a computação quântica como uma ameaça potencial aos métodos de criptografia atuais.