O transporte público é o ambiente em que o brasileiro mais encontra desafios para usar a rede móvel com satisfação, especialmente a conectividade 5G, indica um estudo da Ericsson.
Com base em uma pesquisa com 43 mil usuários 5G em 27 países, o levantamento mostra que quase 45% dos brasileiros consideram a conexão móvel em instalações de transporte público como um desafio de conectividade, proporção maior do que a média global de 42% entre os 27 países pesquisados.
No subsolo, como em metrôs, o índice brasileiro de dificuldades chega a cerca de 60% frente a uma média global de aproximadamente 50%.
Aproximadamente 40% dos brasileiros consideram um desafio acessar a rede móvel em aeroportos, novamente acima da média mundial de 37%.
O relatório indica que situações como essas podem estimular a adoção de planos de conectividade diferenciada. O ConsumerLab 2026 aponta que 20% dos brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um desempenho de rede garantido.
“Chamadas de vídeo e upload são as prioridades citadas pelos consumidores quando o assunto é conectividade diferenciada”, afirmou Gunner Ehrnborg, pesquisador da Ericsson Consumer & Industry Lab, em webinário realizado na terça-feira, 10. “O consumidor vê a relação entre essas atividades e a satisfação com a rede.”
“As operadoras brasileiras poderiam acrescentar o equivalente a dois meses de ARPU ao faturamento anual com planos de conectividade diferenciada”, completou Ehrnborg.
Aplicações consideradas prioritárias pelos brasileiros incluem bancos, seguidas por ferramentas de voz, e-mails, navegação, videoconferência, streaming de música em alta qualidade, redes sociais e downloads de arquivos pesados. Planos diferenciados, segundo o estudo, podem assegurar o funcionamento estável desses serviços.
Por outro lado, a pesquisa aponta que seis em cada dez consumidores não estão cientes ou não entendem como funciona a conectividade diferenciada, e dois em cada dez dizem haver barreiras à adesão, principalmente pelo preço mais elevado.