O Banco do Brasil anunciou, durante o Red Hat Gov Forum Brasil em Brasília, a expansão internacional do Pix, com a Argentina servindo como piloto da estratégia de levar o sistema de pagamentos brasileiro para fora das fronteiras nacionais.
Em sua fala, Cleberson Calefi, gerente executivo de TI, afirmou que a internacionalização do Pix ainda não está na agenda formal do Banco Central, mas o BB já iniciou iniciativas próprias para viabilizar pagamentos transfronteiriços. Em parceria com o Banco Patagonia, brasileiros já podem pagar com QR Code em estabelecimentos argentinos, com débito imediato em reais e liquidação em pesos para o lojista. “Isso é o começo. A tendência é expandir”, disse o executivo.
Para sustentar a experiência de instantaneidade, Calefi destacou que a expansão exige uma infraestrutura tecnológica robusta, com clusters de bancos de dados, servidores distribuídos geograficamente e equipes atuando 24 horas por dia, sete dias por semana. O processamento em tempo real envolve avaliação de destinatários, padrões de comportamento e consultas a várias bases para gerar um score de segurança na transação.
O executivo reforçou ainda que o Pix mantém um modelo de negócios em que o serviço é gratuito para pessoas físicas, cabendo às instituições financeiras cobrar serviços para empresas. Nesse cenário, eficiência operacional e diferenciação tecnológica se tornam diferenciais para atrair clientes corporativos. O BB também reforçou o papel do open source para acelerar desenvolvimento, testar soluções em ambientes controlados e escalar aquelas com viabilidade comprovada.
Ao olhar adiante, Calefi ressaltou que o Brasil tem potencial para ganhar escala global, afirmando que quem experimenta o Pix pela primeira vez costuma ficar encantado. O BB planeja levar essa experiência para além da Argentina, ampliando a atuação para mercados como Estados Unidos e Europa, conforme novas frentes de atuação forem sendo definidas.