A Oi deu mais um passo no processo de desmonte de suas operações ao publicar, nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, o edital de venda da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos, que concentra os ativos de telefonia fixa do grupo.
As propostas devem ser fechadas e abertas em audiência marcada para 8 de abril, e o preço mínimo fixado é de R$ 60 milhões, a serem pagos à vista na data de fechamento do negócio.
O conjunto de ativos envolve obrigações regulatórias sensíveis. A unidade inclui a prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) e a continuidade do atendimento em 6.571 localidades onde a Oi atua como Carrier of Last Resort, com obrigação legal de manter o serviço ativo até dezembro de 2028. O pacote também abrange os chamados serviços tridígito 190, 192 e 193, além de interconexões com outras redes.
A venda contempla ainda a infraestrutura de torres — mastros, postes, cavaletes, bases, cabeamento e ativos correlatos —, telefones de uso público (orelhões), a base de clientes, contratos de trabalho e contratos com fornecedores vinculados à operação.
O edital prevê proteção ao futuro adquirente: a UPI será transferida livre de quaisquer ônus, e o comprador não sucederá a Oi em dívidas ou contingências de natureza fiscal, trabalhista, ambiental, regulatória, cível, previdenciária ou penal, um padrão comum em recuperações judiciais para tornar os ativos mais atraentes ao eliminar passivos herdados.
Segundo o edital, o acervo vendido inclui ainda base de clientes atualizada, equipamentos da rede de voz, sistemas e plataformas exclusivos da operação, além de imóveis usados pela SPE Serviços Telefônicos e itens de infraestrutura.