A Justiça prorrogou por mais 90 dias a suspensão de obrigações extraconcursais da Oi, ampliando blindagem que venceria em 20 de janeiro, feriado no Rio de Janeiro. Com a nova extensão, a proteção agora vale até abril.
A decisão atendeu a um pedido da gestão judicial da empresa e tem como objetivo dar mais tempo para a liquidação de ativos sem que a companhia precise recorrer à falência, que o tribunal considera uma medida extrema, capaz de reduzir o valor de venda de ativos para quitar dívidas.
A prorrogação foi concedida pela desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara de Direito Privado da Justiça do Rio. Ela ressaltou que a situação da Oi é grave e que a decretação de falência poderia agravar o prejuízo aos credores.
As obrigações extraconcursais são aquelas não cobertas pelo plano de recuperação judicial da Oi, incluindo despesas vencidas ou a vencer nesse tipo de obrigação. A suspensão permanece apenas para esses compromissos, mantendo operações essenciais em funcionamento.
Dados de dezembro de 2025 indicam que o passivo extraconcursal da Oi alcançava cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas constituídas após o pedido de recuperação judicial. A empresa tem pago apenas fornecedores considerados essenciais. Em dezembro, a juíza Simone Chevrand autorizou um leilão reverso de até R$ 250 milhões para quitar dívidas extraconcursais não pagas até novembro, mas o leilão ainda não ocorreu e não há previsão de data.
O contexto segue sob coordenação da Justiça, com novas medidas ainda em análise para equilibrar o pagamento de credores e preservar o valor de ativos da Oi durante a liquidação.