A jornada para a nuvem evoluiu de simples migrações para uma estratégia agnóstica que combina on-premises, colocation e múltiplos provedores de cloud, ajustando-se a cada workload. Com IA crescendo, a governança de dados, compliance e soberania tornam-se requisitos críticos.
Segundo a Gartner, os gastos globais com serviços de nuvem pública devem chegar a US$ 723,4 bilhões em 2025, com alta de 21,5% frente a 2024, e estima-se que 90% das organizações adotem abordagens híbridas até 2027. Isso reforça a ideia de que a nuvem é um meio de entrega, não o fim.
O relatório Flexera State of the Cloud 2025 aponta que 84% das empresas identificam a gestão de gastos em cloud como o principal desafio, com orçamentos médios extrapolados em 17%. Nesse cenário, cresce o uso de FinOps para trazer previsibilidade e controle de custos, inclusive no uso de IA.
Movimentos de mercado já em curso incluem repatriação seletiva de workloads para reduzir latência e melhorar previsibilidade de custos, bem como expansão de colocation com foco em AI/HPC. Além disso, o multicloud pragmático reaparece: grandes organizações utilizam 2–3 provedores com interoperabilidade entre AWS, Azure e GCP para evitar depender de um único fornecedor.
A FinOps passa a ser central na estratégia: as organizações que adotam o framework costumam economizar entre 10% e 30%, dependendo do nível de maturidade da implementação. O caminho recomendado é ganhar visibilidade total de custos por projeto, equipe e ambiente, mantendo uma “cultura de FinOps” com showback e chargeback.
Por fim, a estratégia multicloud deve ser tratada como um mecanismo de decisão: distribuir workloads entre on-premises, colocation e cloud, com foco em requisitos de performance, compliance, custo total e segurança. O sucesso depende de visibilidade de alto nível e granularidade suficiente para orientar decisões de negócio, não apenas técnicas.
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