A conclusão do processo de desvinculação da base de sistemas e dados legada da Oi marca o início de uma nova fase para a NIO, operadora de banda larga com cerca de 4 milhões de clientes, que busca acelerar o ritmo de vendas e a melhoria na qualidade dos assinantes.
“Até aqui a gente estava em pré-temporada, mas agora começa o campeonato”, afirmou Márcio Fabbris, CEO da NIO, em entrevista ao TELETIME News.
O desempenho de 2025 foi difícil para a NIO, a maior parte da perda de espaço entre as grandes operadoras ocorreu justamente por estar amarrada aos sistemas da Oi Fibra. A empresa afirma que a desvinculação trará maior velocidade operacional e abrirá espaço para recuperação.
Com o controle total de CRM, faturamento e o histórico da base integrado às plataformas próprias, a NIO planeja reforçar a atuação comercial, as equipes de venda e adotar medidas mais eficazes contra churn e na aquisição de clientes.
Fabbris destaca que continuarão com a estratégia de ser uma empresa digital, mas com as ferramentas certas para colocar a prática. Segundo ele, janeiro já sinalizou recuperação, e fevereiro trouxe bons indicadores, com o “resultado líquido de clientes” começando a aparecer, apontando para um positivo em 2026.
A empresa informa que mantém dois canais de venda cada vez mais fortes: o porta a porta, com suporte de ferramentas de produtividade para as equipes, e o canal digital, que hoje é o maior canal de venda e deve crescer ainda mais. Além disso, houve mudanças no modelo de crédito, com análises de dados mais avançadas para identificar clientes com maior propensão a abandonar o serviço.
Para 2026, a estratégia não prevê expansão para novas áreas. A NIO ficará nas áreas já cobertas pela V.tal, mantendo o foco nesses mercados.