A Microsoft anunciou nesta semana um investimento de US$ 80 bilhões em infraestrutura de data centers para o ano fiscal de 2026, com foco significativo nas atividades dentro dos Estados Unidos. O anúncio também destaca o Maia 200, a segunda geração de processadores de IA desenvolvidos pela empresa, que já está sendo implantado em Iowa e Phoenix.
A empresa projeta ampliar de forma agressiva sua presença em data centers nos próximos dois anos, com a meta de dobrar a infraestrutura existente. Em 2025 a companhia operava mais de 400 data centers em todo o mundo e adicionou cerca de 2 GW de capacidade; para 2026, a meta inclui aumentar a capacidade de IA em mais de 80% e consolidar o ritmo de expansão.
O Maia 200 é fabricado pela TSMC em processo de 3 nanômetros e promete cerca de 30% de melhoria de desempenho pelo mesmo custo em relação a soluções concorrentes, segundo a própria Microsoft. A implantação inicial ocorre na região US Central (Iowa), com planos de expansão para US West 3 (Phoenix), sinalizando uma estratégia de reforçar a presença doméstica antes de avançar globalmente.
Essa expansão de infraestrutura tem implicações diretas para cibersegurança corporativa, já que ferramentas baseadas em IA para detecção de ameaças e resposta a incidentes dependem de capacidades computacionais maiores. Além disso, a demanda por eletricidade de data centers nos EUA é estimada para crescer substancialmente, com projeções de triplicar o consumo até 2035, de 200 para cerca de 640 terawatt-horas por ano.
A Microsoft também lançou a iniciativa Community-First AI Infrastructure, destinada a mitigar impactos ambientais e sociais da expansão, com foco na gestão eficiente de energia e água e na criação de empregos especializados nas regiões onde os data centers serão instalados. Em termos de mercado, o movimento reforça a posição da empresa na corrida pela infraestrutura de IA corporativa e elevada escalabilidade, elevando barreiras para novos concorrentes.