O acordo anunciado no fim de 2025 marca uma guinada da Meta: transformar IA em um sistema de execução que gera receita por meio de publicidade, em vez de competir apenas por chats generalistas.
A Manus, avaliada em pouco mais de US$ 2 bilhões, passa a integrar o portfólio da Meta com o objetivo de incorporar a tecnologia de agentes em produtos de consumo e negócios, incluindo o Meta AI, ao mesmo tempo em que mantém a operação de assinaturas da Manus ativa via app e site.
A Manus não é apenas uma assistente; a empresa se posiciona como uma “action engine” que executa tarefas e fluxos de trabalho, além de oferecer capacidades úteis para produção, como geração de apresentações com pesquisa, narrativa e design, exportáveis para PPTX/Google Slides/PDF, além de construção de sites e aplicações web full-stack a partir de um prompt.
A Meta pretende alavancar esse portfólio para uma estratégia de IA aplicada integrada aos seus produtos, buscando transformar produtividade criativa em receita de publicidade. A importância do motor publicitário da empresa fica ainda mais evidente quando se observa que, em 2024, a Meta registrou cerca de US$ 160,6 bilhões em receita de publicidade, dentro de um total de US$ 164,5 bilhões.
A ideia é verticalizar a produção de campanhas: desde o briefing até a publicação, com o sistema gerando peças, variações, landing pages e relatórios, conectando diretamente o processo criativo ao inventário de anúncios Meta. Estudos de mercado destacam que o uso de IA em marketing vem crescendo e se consolidando como ferramenta de execução em vendas e comunicação.
Entre os riscos, destacam-se dados e confiança: caso a Manus passe a operar dentro de apps da Meta, será crucial manter governança rigorosa, políticas de acesso, auditorias e separação entre operações e dados de clientes. Pesquisas globais de 2024 indicam preocupações crescentes com privacidade e proteção de dados, reforçando a necessidade de controles robustos para garantir a confiança dos usuários.