O Ministério das Comunicações sinalizou nesta quarta-feira (21/1) que pretende acelerar a expansão da rede privativa de comunicações seguras e garantir um modelo de custeio que assegure o uso efetivo da infraestrutura pelas forças de segurança e demais órgãos de Estado. A declaração ocorreu durante a cerimônia de posse do novo presidente da Telebras, Hermano Albuquerque, em Brasília.
O foco inicial está na rede fixa: 6,5 mil pontos em fase de construção desde o leilão do 5G, com a inclusão de uma camada de criptografia cuja contratação ficará a cargo da Entidade Administradora da Faixa (EAF).
A etapa seguinte envolve a rede privativa móvel; o governo manteve agenda com o Ministério da Justiça para criar sinergia com quem irá utilizar os serviços, a fim de evitar infraestrutura ociosa.
Frederico Siqueira Filho destacou que o objetivo é garantir adesão das forças de segurança, conectando, por exemplo, postos da Polícia Rodoviária Federal e presídios de segurança máxima, com criptografia e possíveis novas camadas de serviço para a transmissão de dados.
Além da construção, o ministro enfatizou a necessidade de clareza de financiamento, dizendo que a infraestrutura é um meio e deve ser custeada pelo ministério finalístico. A experiência com a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas serve como modelo para consolidar a rede privativa em parceria com o Ministério da Justiça.