Um relatório da Eseye, intitulado Previsões de IoT para 2026, aponta que o setor enfrentará um grande realinhamento estratégico. A organização destaca a fragmentação da conectividade celular, o avanço do 5G FWA, a influência do novo padrão SGP.32 e o crescimento do AIoT como vetores de transformação para operadoras e empresas.
A primeira tendência anunciada é a fragmentação do ecossistema de conectividade. Mercados como Estados Unidos e a região Ásia-Pacífico vêm adotando redes de próxima geração, enquanto partes da Europa ainda enfrentam restrições que atrasam a harmonização tecnológica. Em paralelo, projetos com arquitetura multi‑RAT (Radio Access Technology) e gestão flexível de conectividade, incluindo suporte a eUICC/eSIM, devem ganhar relevância para garantir compatibilidade com tecnologias legadas e adaptação a futuras gerações de rede.
O relatório também destaca o crescimento do 5G Fixed Wireless Access (FWA) como alternativa de conectividade empresarial. Para Tony Byrne, CEO da Eseye, o diferencial competitivo está cada vez mais na oferta integrada de cobertura, hardware e suporte técnico, e não apenas na conectividade isolada. A demanda corporativa tende a se concentrar em soluções IoT gerenciadas que simplifiquem a implantação e operação de projetos em escala.
Sobre a revisão do modelo econômico das operadoras, Ian Marsden, cofundador e CTO da Eseye, afirma que as operadoras móveis (MNOs) precisarão decidir entre ampliar sua atuação em IoT por meio de parcerias especializadas ou direcionar investimentos a serviços essenciais ao consumidor. A definição dessa estratégia pode influenciar decisores corporativos que dependem de conectividade internacional para seus negócios.
Quanto ao SGP.32, o estudo o aponta como fator de transformação, embora sua implementação exija testes globais de performance e gestão de múltiplos perfis de operadoras. Isso tende a impulsionar a demanda por serviços IoT gerenciados, com centralização de operações e simplificação da integração entre plataformas e redes.
Por fim, a tendência AIoT ganha força, com sistemas orientados por IA capazes de transformar dados de IoT em automação e decisões preditivas. À medida que essas soluções se disseminam, a qualidade e a integridade dos dados coletados passam a ser determinantes para desempenho operacional e competitividade. Em resumo, 2026 pode ser visto como um ciclo de redefinição estrutural para o mercado global de IoT, com convergência entre conectividade, serviços gerenciados e IA.