Durante o Mobile World Congress 2026, o Observatório Softex divulgou o estudo intitulado “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”, defendendo que a transição da conectividade para a inteligência conectada amplia impactos na economia, na segurança e na autonomia estratégica.
A proposta apresentada descreve a inteligência conectada como uma evolução que não se limita a ampliar o acesso à rede. Ela propõe a integração entre infraestrutura, dados e IA em sistemas capazes de aprender, se adaptar e gerar valor estratégico, com a infraestrutura digital passando a figurar como política de Estado para soberania.
O material contrapõe estratégias consideradas integradas a modelos fragmentados e reativos, afirmando que o segundo caminho freia o crescimento e enfraquece a soberania digital perante tensões globais ligadas à dependência tecnológica e às cadeias de suprimentos digitais.
O estudo associa competitividade digital à autonomia estratégica e à segurança nacional, destacando que regulações e regulações regulatórias podem acelerar ou bloquear iniciativas. Nesse contexto, o Estado é visto em múltiplos papéis: regulador, indutor e usuário estratégico, com lições vindas de modelos internacionais que combinam abordagens de mercado, Estado e formatos híbridos.
Para países emergentes, o risco não é apenas a conectividade, mas a exclusão da própria inteligência. A publicação aponta visão de longo prazo, investimentos coordenados, formação de talentos e governança robusta como condições essenciais, além da necessária coordenação entre governos, operadoras, big techs, startups, universidades e centros de pesquisa. Ao final, Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex, enfatiza: “O sucesso na superação deste desafio passa pela elaboração e implementação de uma estratégia integrada e de longo prazo que reúna infraestrutura, regulação, ecossistemas e soberania digital”.