Resumo da semana de cibersegurança aponta um novo patamar de foco: identidade, terceiros e automação formando um único programa de risco. No front financeiro, relatos sobre um ataque envolvendo a JD Consultores reacendem o alerta para fornecedores críticos e a possível disseminação de impacto por meio de certificados expostos e integrações legadas.
Por que importa O risco não é apenas mais uma brecha isolada. a superfície de ataque se expande quando certificados, credenciais ou serviços de intermediação de terceiros entram no incidente, impactando desde o core financeiro até organizações que pensavam estar fora do circuito de dependência.
O que fazer Em primeira linha, revisar dependências críticas de PSTIs/fornecedores conectados ao core financeiro; mapear o ciclo de vida de certificados (emissão, rotação, revogação, pós-migração); e realizar tabletop com cenários de comprometimento de fornecedor e exposição de credenciais.
Gestão de liderança e carreira A transição de CISOs internos para consultoria/vCISO ganha relevância, exigindo governança de escopo, métricas de negócio e transferência de conhecimento para evitar dependência, mantendo claro o papel de advisory versus execução.
Navegadores e IA no centro da proteção corporativa A adoção de Edge 145 reforça políticas como DLP, controles gerenciados via Intune/MAM e monitoramento de extensões, consolidando o navegador como uma camada ativa de governança de dados, identidade e uso de IA em ambientes híbridos.
Governança de IA e segurança de dados O Copilot Chat da Microsoft sofreu uma falha que permitiu processamento indevido de e-mails confidenciais, mesmo com políticas de classificação. Isso evidencia que controles declarados nem sempre se refletem na prática, exigindo validação contínua, testes com dados sensíveis e trilhas de auditoria.
Tendências globais Em cenários amplos, Identity Cyber Scores ganham relevância para seguros cibernéticos, enquanto casos de fraude envolvendo atores de alto risco, como na Coreia do Norte, mostram que RH, identidade e onboarding devem ser rastreados com maior rigor. Além disso, alertas de saúde financeira virtual, como incidentes envolvendo bancos e uso de infraestrutura de terceiros, reforçam a necessidade de cooperação com autoridades e parceiros para resposta a incidentes transnacionais.
Fechando, a maturidade em cibersegurança para 2026 se move menos pela quantidade de ferramentas e mais pela qualidade de controles de identidade, pela validação de dependências críticas e pela prática real de resposta. Para CIOs e CISOs, o programa único de risco — identidade + terceiros + resiliência operacional — é a prioridade.