A IA offline surge como uma das maiores mudanças do setor de TI em 2026, com dados processados localmente para reduzir vazamentos e contornar a dependência da nuvem. O custo médio de uma violação alimentada por IA permanece elevado, estimado em USD 5,72 milhões, enquanto o mercado global de Edge AI deve chegar a USD 269,82 bilhões até 2032, segundo previsões de crescimento anual de 33,30%.
Durante anos, a IA foi associada à nuvem. Hoje, o processamento no dispositivo ganha espaço estratégico, oferecendo maior soberania sobre dados e menor exposição a interceptações durante a transmissão, ataques a servidores de terceiros e vazamentos externos.
O ecossistema já conta com ferramentas que tornam isso viável: plataformas de código aberto como LM Studio, Ollama, GPT4All e Jan permitem rodar LLMs localmente. Além disso, gigantes da tecnologia sinalizam movimentos relevantes, como o Copilot+ PC da Microsoft e o Gemini Nano do Google, reforçando que a IA offline já deixou de ser experimento para se tornar estratégia de negócio.
No Brasil, o cenário é ainda mais revelador: estudo da Edelman Brasil em parceria com a Microsoft aponta que 74% das empresas nacionais já utilizam IA, impulsionando iniciativas como Orch-Mind e IA Federada, que priorizam dados distribuídos e offline em regiões com conectividade limitada.
Para os líderes de TI, a IA offline não substitui a nuvem, mas acrescenta uma camada de controle essencial para dados sensíveis e operações críticas. O mercado de IA em cibersegurança projetado para crescer 24,1% ao ano até 2034 deve incluir soluções que rodam sem internet como parte relevante dessa expansão.