Rubens Waberski aponta que a IA tem permitido a personalização de ataques, principalmente em phishing e engenharia social, elevando o risco para as organizações. Ele critica a visão de segurança ainda predominantemente reativa e defende uma abordagem em camadas que priorize a antecipação com base no maior risco.
Ele reforça a ideia de que “segurança é em camadas” e que as empresas devem investir onde há maior vulnerabilidade, evitando uma mentalidade de reação tardia e buscando previsibilidade nos controles de acesso e dados.
Eric Tomboly, com foco em tecnologia operacional (OT), analisa os desafios de inserir cibersegurança preditiva em sistemas legados, especialmente em setores como o agronegócio, onde equipamentos de OT têm décadas de uso. Ele lembra que a OT exige defesas distintas para evitar que ataques em OT transbordem para TI, criando um efeito cascata.
Rodrigo Silva aponta a importância de alinhar tecnologia, dados e riscos, afirmando que ROI precisa considerar a exposição à imagem da empresa. Ele ressalta que a IA oferece respostas rápidas a incidentes, mas sem o envolvimento de pessoas e cultura organizacional, a defesa não se sustenta a longo prazo.
Os especialistas discutem a adoção de soluções híbridas, microsegmentação multicloud e o uso da Akamai AI para monitorar a superfície de ataque. Rubens cita um caso em que a IA bloqueou tentativas de acesso em tempo real, destacando a necessidade de treinamentos contínuos contra phishing e engenharia social.
No fechamento, Eric Tomboly prevê ataques automatizados cada vez mais sofisticados com agentes de IA do lado atacante, enquanto Rodrigo ressalta a importância de governança, treinamento constante e cultura de segurança para enfrentar o cenário de IA em evolução na cibersegurança.