No Mobile World Congress (MWC) Barcelona 2026, ficou evidente uma transformação na forma como as pessoas acessam serviços digitais. Em vez de depender de buscas por palavras-chave ou de menus de apps, o cenário aponta para perguntas feitas a sistemas de IA que retornam recomendações automáticas.
Essa mudança desloca o foco da navegação de comandos para respostas personalizadas, com os agentes de IA analisando preferências, histórico e contexto para sugerir opções relevantes, de forma em linguagem natural.
Para sustentar essa camada de IA, as redes de telecomunicações precisam de conectividade de alta capacidade, baixo latency e processamento próximo ao usuário. Tecnologias como 5G e edge computing passam a ocupar posição central, permitindo que aplicações de IA rodem em tempo quase real.
Ao mesmo tempo, operadoras estão incorporando IA em suas operações para otimizar o gerenciamento de redes, prever falhas e melhorar a eficiência energética, gerando um ciclo de transformação em duas frentes: IA para operações próprias e IA para serviços digitais.
Especialistas esperam que esse modelo ganhe espaço nos próximos anos, com a infraestrutura de telecomunicações se tornando mais estratégica para sustentar a nova forma de interação entre usuários e tecnologia.