A IA Fisica avança no agronegócio ao substituir mapas 2D por ambientes 3D prontos para simulação, viabilizando gêmeos digitais de fazendas que auxiliam na decisão sobre água, solo, insumos e risco climático.
A tese, publicada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 por Alexandre de Vigan (Forbes Technology Council e Forbes Brasil), alerta que para TI e Cibersegurança o salto de produtividade depende mais de pipelines de dados espaciais do que de agentes ou chats de IA; ao mesmo tempo, essa mudança amplia a superfície de ataque e demanda maior governança.
IA física representa a evolução da IA para ambientes complexos do mundo real, onde é possível simular cenários com variáveis reais e testar hipóteses. O gêmeo digital deixa de ser apenas uma visualização para tornar-se um ativo operacional que requer dados atualizados, sensores e modelos consistentes, o que impõe novas competências em dados espaciais, processamento pesado e interoperabilidade.
Do ponto de vista da TI, há quatro frentes de atuação: 1) arquitetura de dados 3D com catálogo, versionamento e rastreabilidade; 2) infraestrutura híbrida que equilibra edge e cloud; 3) integração com ERPs, compras e gestão de risco; 4) governança de dados e de modelos para garantir qualidade e confiabilidade antes de qualquer recomendação.
Para a cibersegurança, o salto para IA física aumenta a superfície de ataque, eleva os riscos de manipulação de dados, vazamento e contaminação de pipelines de simulação, além de exigir observabilidade, logs e auditoria para justificar mudanças em modelos e parâmetros. A recomendação prática é tratar a IA física como uma mudança de arquitetura que exige governança e segurança desde o design, transformando TI e Cibersegurança em aceleradores do negócio.