A discussão sobre uma possível bolha de IA ganhou força em 2025, impulsionada por números que chamam a atenção. Segundo um relatório do JP Morgan divulgado no NYT, os investimentos em IA, especialmente em infraestrutura, cresceram de forma quase exponencial, enquanto as receitas avançaram a passos mais modestos.
Essa assimetria alimenta narrativas de otimismo e risco, mas também indica um ponto central: a tecnologia entrou em uma fase de maturidade, na qual o entusiasmo precisa se converter em resultados verificáveis.
Algumas grandes empresas já ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões anuais em investimentos destinados a data centers, chips e modelos avançados, criando pressão por retorno proporcional ao salto de capital empregado — algo que ainda não acontece de forma plena.
Do lado da demanda, o uso de IA generativa se expandiu robustamente entre consumidores e ambientes corporativos, com crescimento consistente no volume de tarefas automatizadas e na adoção de ferramentas avançadas. Contudo, a monetização desse uso tem avançado de forma mais lenta.
O caminho para 2026 aponta menos ruído de bolha e mais recalibração: investimentos continuam, porém com critérios mais rigorosos; a diferenciação entre projetos que geram eficiência real e iniciativas movidas pelo hype tende a ficar clara, com ROI, governança e integração aos processos de negócio como fatores decisivos.