Em meio às conversas no Mobile World Congress (MWC) 2026, a Fortinet confirmou que o avanço da IA e a convergência entre redes de telecomunicações, nuvem e futuras redes como o 6G vão exigir operações e proteções ainda mais robustas nas redes de conectividade.
João Horta, vice-presidente de inovação para provedores de serviço da Fortinet, destacou que a integração de aplicações passa a ser um elemento central do modelo de segurança, sinalizando que o ecossistema cada vez mais híbrido pode ampliar a superfície de ataque.
Segundo o executivo, a combinação de nuvem, IA e redes tende a aumentar a fragmentação entre provedores, o que dificulta a detecção de ataques a partir de pontos diferentes da rede, justamente por contarem com tipos de aplicações distintos.
Além da operação, o tema IA também é relevante para o modelo de negócios, com questões sobre proteção de modelos de linguagem internos à organização e a garantia de que dados de treinamento não sejam expostos, principalmente em infraestruturas críticas como telecom.
A Fortinet recomenda soluções convergentes que unam redes e segurança, com uma camada de serviços de segurança integrados ao sistema de gestão e orquestração. O tema da encriptação resistente a computação quântica também foi citado como prioridade para manter a confidencialidade em cenários de alto risco.