Segundo a previsão do Gartner, cerca de 40% dos projetos de IA agentica em empresas podem falhar até 2027. O principal desafio não está na tecnologia, mas na arquitetura de fluxo que sustenta a execução de IA em ambientes corporativos legados.
O que atrapalha não é apenas o peso da IA, e sim o “imposto de fricção” causado por plataformas que não falam entre si, obrigando equipes a atuar como ponte manual entre sistemas distintos. Pesquisas de 2025 apontam que 90% dos colaboradores se sentem sobrecarregados por tarefas repetitivas.
Esse cenário se reflete em resultados de pilotos: embora 67% dos executivos acreditem que IA agentica transformará suas organizações, mais de 80% das implementações falham nos primeiros seis meses. A conclusão é clara: infraestrutura, não apenas algoritmos, determina o sucesso.
Protocolos Abertos Como Solução Arquitetural
Protocolo abertos como MCP (Model Context Protocol) e A2A (Agent-to-Agent) surgem como escolhas-chave para permitir que agentes de IA colaborem sem depender de integrações sob medida entre cada sistema.
A transição de frameworks rígidos para arquiteturas de fluxo favorece o fluxo de contexto entre plataformas conforme a necessidade, reduzindo a fricção manual que hoje paralisa a adoção de IA na prática.
Evolução do Papel do CIO
Com tais mudanças, o papel do CIO evolui de gestor de infra para designer de experiências sem atrito, orientado a reduzir pontos de fricção e priorizar soluções que permitam que o contexto circule entre sistemas.
Urgência na adoção de Padrões Abertos: empresas que continuarem com arquiteturas fragmentadas terão desperdícios de investimento em IA. A recomendação é tratar MCP e A2A como prioridades imediatas, não como projetos ao acaso.
Impacto na transformação digital: além de implementar IA, é preciso auditar ambientes para identificar onde há transferência manual de dados, perda de contexto em handoffs e processos criados apenas para contornar a falta de integração. Sem eliminar a fricção estrutural, IA tende a acrescentar complexidade.