Durante o MWC 2026, em Barcelona, a Huawei divulgou a primeira linha de equipamentos preparados para a faixa de 6 GHz, abrangendo tanto a rede de acesso (RAN) quanto terminais FWA. A companhia confirmou que os equipamentos ficarão disponíveis comercialmente no segundo semestre, conforme explicou Carlos Roseiro, diretor de ICT marketing da Huawei do Brasil.
O 6 GHz é visto como um degrau importante para a evolução do 5G rumo ao 5G Advanced e para a futura chegada do 6G. Reguladores e operadoras tinham solicitado um ecossistema mais maduro para a nova faixa, conforme destacou Atílio Rulli, VP de relações institucionais da Huawei. Nos terminais FWA, a Huawei já sinaliza a integração com Wi‑Fi 7, que também opera na mesma frequência.
Ao enfatizar IA, a Huawei apresenta a mensagem central de sua participação no MWC sob o slogan Advancing All Intelligence, com foco na transição para a IA dos agentes, ou Internet agêntica. Segundo Roseiro, a operadoras já manifestam a necessidade de capturar essa oportunidade, que envolve integração entre redes móveis e fixas, serviços de IA para otimização de operações e a divisão de cloud com AI Computing.
No front da computação e data centers, a empresa destacou o projeto de super‑clusters (SuperPods) que agregam mais de 8 mil processadores de IA (NPUs), apresentado no ano anterior como resposta à Nvidia. A IA também está chegando às redes de telecom, com ferramentas de integração de diferentes agentes para otimizar slicing de recursos na rádio e até traduções em tempo real no core.
Sobre o mercado brasileiro, Roseiro prevê que a IA pode avançar antes de outras transições importantes, como o 5G Advanced. Ainda assim, ele acredita que em breve haverá uma aceleração da adoção do 5G Standalone no Brasil, para melhorar a performance do 4G e apoiar aplicações B2B.