O parque eólico offshore Hornsea 3, localizado no Mar do Norte, entrou na fase crítica de implementação com a chegada do primeiro cabo de transmissão à costa de Norfolk, Reino Unido. Com previsão de gerar aproximadamente 11 TWh por ano, a capacidade do projeto pode abastecer cerca de 3,3 milhões de residências britânicas e criar uma base energética estável para operações de data centers que dependem de energia renovável confiável.
A corrida global pela maior capacidade offshore não se resume a uma cifra de geração. Além do Hornsea 3, projetos como Sofia, CVOW e Guangdong East Site 7 disputam a liderança, sustentados por tecnologias de transmissão avançadas e por benchmarks já estabelecidos pelo Hornsea 2, que opera com 1.320 MW de capacidade.
Para diretores de TI, a interligação entre parques eólicos offshore e infraestrutura de TI está se tornando uma variável estratégica: a proximidade de energia limpa pode influenciar o planejamento de data centers, nuvem pública e processamento em larga escala, com ganhos em previsibilidade de fornecimento e redução de emissões.
A transmissão via cabos submarinos reduz perdas energéticas significativas e facilita contratos de energia renovável com metas ESG, algo cada vez mais valorizado por grandes empresas de tecnologia que buscam reduzir a pegada de carbono de suas operações.
Perspectivas para o Brasil apontam para lições globais: embora o Hornsea 3 esteja no Mar do Norte, o modelo sugere potenciais impactos no mercado brasileiro, com possibilidades de desenvolvimento de offshore eólico costeiro e a necessidade de cooperação entre governo, iniciativa privada e setor de tecnologia para transformar a costa nacional em polo de dados alimentado por energia limpa, apesar dos altos custos iniciais.