O edital da faixa de 700 MHz foi publicado em edição extra do Diário Oficial na sexta-feira, 13/2, abrindo caminho para o leilão previsto para o mês de abril, com a assinatura dos termos de autorização programada para julho. O governo aposta em investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões.
Em nota, o Ministério das Comunicações detalha impactos de cobertura: a expectativa é conectar 800 mil pessoas em 864 pequenas localidades, além de estender a conectividade por até 6,5 mil quilômetros de trechos desassistidos das principais rodovias federais, incluindo integralmente as BRs 101 – com previsão de 100% cobertura ainda em 2026 – 116, 135, 163, 242 e 364. Juntas, elas representam cerca de 26% da malha rodoviária federal. “Esses locais, hoje invisíveis para as operadoras tradicionais, terão prioridade”, afirma a nota do MCom.
A distribuição da faixa será feita em três rodadas: prioridade aos operadores regionais já detentores da faixa de 3,5 GHz, seguida por operadores regionais em geral e, por fim, qualquer operadora participante.
O leilão ocorre como complemento à licitação da faixa de 700 MHz realizada em 2013, quando um dos blocos ficou vazio, e continua o processo iniciado em 2021, quando a Winity — que teria a Vivo como parceira — conquistou a faixa, mas acabou desistindo da iniciativa.