Após a fase de experimentação, as empresas adotam IA como qualquer outra tecnologia, exigindo ROI, governança e segurança para escalar seus projetos.
Em São Paulo, Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, disse que 2026 deve ser marcado pela governança de agentes de IA e pela segurança, com a IA redesenhando processos de negócios e se somando às tecnologias existentes.
Braga destacou que, ao evoluir de MVPs para soluções de larga escala, as organizações precisam de velocidade, mas sem abrir mão de gestão de dados, governança de acesso e uma visão clara de como os agentes operam para evitar falhas.
O cenário é complexo: há agentes de várias empresas e tecnologias em uso conjunto, o que reforça a necessidade de governança multiagente, multinuvem e multiambiente.
Não há um único vencedor no universo de IA generativa; diferentes modelos atendem a diferentes casos de uso, tornando essencial uma visão integrada de modelos, dados e governança, para que as organizações aproveitem o potencial sem comprometer a conformidade.
A IBM lançou o IBM Enterprise Advantage, serviço de consultoria baseado em ativos que ajuda a construir, governar e operar plataformas internas de IA, conectando a IA a sistemas existentes e escalando aplicações em parceiros como AWS, Google Cloud, IBM watsonx, Microsoft Azure e soluções open source.
Segundo o IBM Institute for Business Value (IBV), a IA agêntica aparece entre as cinco tendências para 2026: agentes autônomos, soberania de IA e colaboração com parceiros. A pesquisa mostra que 65% dos executivos brasileiros acreditam que agentes ajudam a tomar decisões mais rápidas e 75% esperam que agentes operem de forma independente até o fim de 2026.