Sunil Barthi, fundador e chairman da Bharti Airtel, abriu o tema no MWC 2026 ao afirmar que a segurança é fundamental no mundo conectado e que consumidores e empresas não podem ficar expostos a riscos digitais. Ele destacou a responsabilidade coletiva da indústria para proteger usuários e mercados.
Segundo Barthi, o setor perde cerca de US$ 480 bilhões por ano com golpes digitais, como cliques em links maliciosos que drenam economias. Na prática, a Airtel disse ter bloqueado 71 bilhões de chamadas de spam, 2,9 bilhões de SMS de fraudes e interceptado 1 milhão de cliques inadvertidos no último ano, evidências de que medidas já existem, mas precisam ser ampliadas.
Barthi ressaltou ainda que a responsabilidade não cabe apenas às operadoras de conectividade, mas também aos provedores de aplicações e reguladores, sinalizando a necessidade de uma cooperação mais estreita entre setores para reduzir fraudes e impactos financeiros.
Já Christel Heydemann, CEO da Orange, foi além ao apontar riscos não apenas de golpes digitais, mas também de desinformação, deep fakes e ciberataques. Em suas palavras, a confiança na experiência de estar conectado deve se tornar a infraestrutura, com as operadoras exercendo liderança ao lado de reguladores e outros atores relevantes.
Os posicionamentos indicam que a solução para esse desafio envolve ações coordenadas em toda a cadeia — operadoras, provedores de serviços, reguladores e plataformas — para garantir serviços digitais mais seguros e confiáveis para usuários em todo o mundo.