Em ofício conjunto, as federações FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE protocolaram novo pedido de audiência com o administrador judicial da Oi, Bruno Rezende, para cobrar esclarecimentos sobre a situação dos trabalhadores e o futuro operacional da companhia após a decretação da falência.
No texto, as entidades afirmam que a falta de comunicação clara e a ausência de definições sobre os próximos passos da empresa ampliaram a insegurança entre os empregados. Existem trabalhadores em casa sem função produtiva definida, e a audiência deve ocorrer com a máxima brevidade.
O foco central é a cobrança por respostas imediatas sobre o destino dos empregados que permanecem ociosos, com a defesa de um programa de desligamento incentivado, nos moldes de iniciativas anteriores, com pagamento integral das verbas rescisórias e demais obrigações sociais.
Além da área trabalhista, as federações solicitam a apresentação oficial dos resultados do exercício, o chamado Placar 2025, e a definição de data para eventual pagamento de premiação, caso haja valores a distribuir.
Outro ponto aborda a Nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) voltada aos serviços de telefonia fixa e de três dígitos, com pedidos de esclarecimentos sobre a estrutura da UPI e a atuação em mais de 6 mil localidades.
Também consta na pauta o leilão das ações da V.tal, a venda de imóveis da massa falida e o planejamento para a Oi Soluções, incluindo contratos B2B e equipe, além de cobrar informações sobre o passivo trabalhista da Serede, regularização de pagamentos de terceirizadas e a Fundação Atlântico.
Os sindicatos destacam que a audiência é necessária para trazer transparência à condução da administração judicial e reduzir a incerteza sobre empregos, ativos e a continuidade de serviços da antiga operação da Oi.