As operadoras Deutsche Telekom, Orange, Telefónica, TIM e Vodafone vão demonstrar no MWC 2026 a interconexão de suas infraestruturas de nuvem e edge para viabilizar a oferta conjunta de APIs de rede em escala europeia. A iniciativa, batizada European Edge Continuum, consiste na federação de ambientes de edge entre as cinco empresas, permitindo a implantação de aplicações e a exposição de funcionalidades de rede por meio de um único ponto de entrada.
A federação já está operacional em ambientes de laboratório e pré-produção e foi fortalecida com componentes desenvolvidos no contexto do projeto IPCEI-CIS, o plano da União Europeia para a criação de uma nuvem soberana. A próxima etapa envolve a industrialização e o lançamento comercial da solução.
Com a interconexão das nuvens, desenvolvedores e empresas poderão implantar aplicações automaticamente em múltiplas redes nacionais e acessar APIs de diferentes operadoras de forma unificada. A arquitetura prevê interoperabilidade, segurança federada e alocação dinâmica de cargas de trabalho entre nós distribuídos.
Claire Catherine Chauvin, diretora de Estratégia de Arquitetura e Padronização da Orange, afirmou que a federação materializa uma infraestrutura digital regional integrada, destacando que a Europa está avançando para soluções digitais soberanas. “Interconectar nossos ambientes de edge permite oferecer uma infraestrutura digital segura, aberta e escalável.”
Cayetano Carbajo, diretor de Core, Transporte e Ecossistema da Telefónica, reforçou que o edge federado pan-europeu amplia o alcance geográfico das operadoras e acelera o tempo de chegada ao mercado, abrindo espaço para uma transformação digital colaborativa. Andrea Calvi, head de Evolução Tecnológica da TIM, completou que a Europa pode liderar a inovação por meio de soluções abertas, seguras e compartilhadas, fortalecendo a competitividade global.
Os executivos enfatizam o caráter de ecossistema aberto do European Edge Continuum, com planos de abrir a indústria para novos parceiros, ampliar a industrialização e expandir a oferta comercial de serviços e APIs de rede ao longo do continente. No conjunto, a iniciativa pretende favorecer soberania digital e crescimento econômico na região.