As operadoras de telecomunicações estão acelerando o uso de computação em nuvem, edge computing e inteligência artificial para reestruturar a operação de suas redes e ampliar serviços corporativos.
O Industry Survey Report 2026, da Mobile World Live, aponta cloudificação da infraestrutura e IA como vetores centrais de transformação no curto prazo, associando essa agenda a maior automação, redução de custos e a criação de novas receitas.
A cloudificação envolve migrar funções de rede de hardware dedicado para plataformas virtuais baseadas em software, oferecendo maior flexibilidade, escalabilidade e gestão dinâmica da infraestrutura. O estudo coloca esse movimento entre os principais vetores de transformação das teles em 2026 e vê mais automação e orquestração como consequências diretas.
O edge computing aparece como complemento à nuvem, levando capacidade de processamento para pontos mais próximos do usuário ou da aplicação. A proposta é reduzir latência, ampliar o tempo de resposta e viabilizar aplicações industriais em tempo real, realidade estendida e análise de dados em campo, além de serviços corporativos de baixa latência e gestão de dispositivos IoT.
A IA ganha espaço na gestão da infraestrutura, com a automação de redes e operações já consolidada como principal caso de uso. Redes autônomas, autoconfiguração e ajuste de parâmetros com intervenção humana reduzida são ampliadas pela IA generativa e pela IA agêntica, permitindo análise em tempo real e decisões automatizadas. Dados indicam que 66% das empresas do setor já utilizam IA em 2026, crescimento em relação ao ano anterior.
Por fim, a combinação entre nuvem, edge e IA é vista como base para monetização de novos serviços. A GSMA estima que 5G, IA e computação em nuvem estarão entre os elementos centrais das estratégias de transformação digital até 2030, com a rede das operadoras estruturada como plataforma digital programável para suportar aplicações distribuídas e serviços inteligentes no mercado corporativo.