Ricardo Lopes de Araujo, conhecido como Dom, líder de uma organização criminosa acusada de fraudes cibernéticas, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça. Ele foi preso no Rio de Janeiro na quarta-feira, 14 de janeiro, pela Polícia Civil de Minas Gerais.
O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno destacou que as investigações apontam para uma estrutura sofisticada, com atuação reiterada em fraudes bancárias e ataques frontais aos sistemas de justiça.
Segundo a decisão, a organização movimentou, de forma ilícita, aproximadamente R$ 40 milhões em um curto espaço de tempo, o que reforça a gravidade dos fatos e a periculosidade social dos seus integrantes.
A quadrilha é acusada de usar credenciais de juízes, incluindo logins e senhas, para acessar sistemas do CNJ e emitir alvarás de soltura fraudulentos, além de alterar mandados de prisão, desbloquear valores retidos e liberar veículos apreendidos.
A prisão ocorreu no Rio de Janeiro e integra a 2ª fase da Operação Veredicto Sombrio, resultado de ação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais, do DEOESP e com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do TJMG.
As autoridades ressaltaram a gravidade dos fatos e a periculosidade social dos agentes, mantendo a atenção às mudanças no controle de credenciais e nos sistemas de justiça, com investigações em andamento.