A alta do diesel aumenta custos do agronegócio brasileiro. A Petrobras anunciou reajuste de 11,6% no combustível, pressionando margens de empresas que dependem do transporte rodoviário, hoje responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no país. O diesel pode representar entre 40% e 50% das despesas de caminhões e até 30% dos custos em operações agrícolas.
Em resposta, soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT) e gestão inteligente de combustível prometem reduzir o consumo em até 40%. Plataformas conectam sensores em tanques e veículos, coletam dados na nuvem e transformam informações em ações operacionais, com dashboards que ajudam a priorizar intervenções de gestores.
A arquitetura dessas soluções combina sensores, conectividade e análise de dados. Novos alerts automáticos identificam padrões de uso, sinalizando desperdícios ou fraudes, enquanto a integração com sistemas ERP facilita a criação de um ecossistema único de gestão.
Além do monitoramento, inovações em combustíveis alternativos podem ampliar as reduções. Tratores movidos a biometano, por exemplo, apresentam ganhos de até 40% no consumo quando comparados ao diesel convencional, contribuindo para menor dependência de importações — o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido.
No campo, Mato Grosso, principal estado produtor, registrou alta de 5,8% no consumo de diesel entre 2024 e 2025. Na colheita de soja, o combustível representa cerca de 5% do custo operacional total, o que torna cada ganho de eficiência relevante para o faturamento anual.
Para empresas de tecnologia, o mercado B2B de gestão de frotas e recursos energéticos cresce rapidamente, mas traz a necessidade de robusta cibersegurança e governança de dados. Plataformas em nuvem oferecem escalabilidade, porém exigem autenticação multifator, criptografia e monitoramento contínuo. A transformação digital do controle de combustíveis aparece como alavanca estratégica para resiliência diante de volatilidades de preços.