A Desktop informou que seguirá critérios mais rigorosos para a aquisição de clientes de banda larga e para os investimentos em infraestrutura de rede, priorizando a geração de caixa. A estratégia enfatiza a diversificação de receitas, com destaque para o crescimento do segmento corporativo (B2B), após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, no qual o lucro caiu quase 30%.
O CEO Denio Alves Lindo disse que a empresa busca crescer “de maneira saudável, sustentável e controlável” diante de um “cenário macroeconômico desafiador”, destacando que a melhor estratégia é reforçar a geração de caixa.
No terceiro trimestre, o fluxo de caixa operacional (FCO) somado ao capex ajustado totalizou R$ 75 milhões, refletindo alta de 187% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 e de 112% em relação ao trimestre anterior.
A diretoria informou que atuará com maior seletividade na ativação de novos assinantes, priorizando contratos com clientes adimplentes e, assim, a capacidade de pagamento em vez do volume de acessos. No trimestre, a Desktop ganhou 23 mil assinantes, totalizando 1,19 milhão.
Quanto à expansão de rede, o capex ajustado foi de R$ 88 milhões no terceiro trimestre, queda de 20% frente ao ano anterior. A empresa disse que a expansão da infraestrutura será mais seletiva, lembrando que só entrou em uma “cidade relevante” neste ano (Ribeirão Preto) após avaliação de risco e retorno; hoje as operações cobrem 200 cidades no interior e no litoral de São Paulo.
A companhia sinalizou que a receita deve se beneficiar da expansão do portfólio para o cliente final, como streaming e telefonia móvel via MVNO; o B2B é apontado como futura avenida de crescimento, incluindo o projeto de conexão de 82 escolas por meio do CG-Fust.
Sobre as negociações com a Claro, Denio afirmou que as tratativas continuam, mas não há algo concreto no estágio atual, reforçando que a empresa está aberta a oportunidades que possam trazer retorno aos acionistas.