A dark web transformou-se em uma plataforma que democratiza o cibercrime, permitindo que pessoas com conhecimentos básicos de TI cometam fraudes sofisticadas, segundo o estudo da LexisNexis Risk Solutions. Marketplaces clandestinos vendem contas bancárias comprometidas e pacotes completos com login e verificações de identidade já concluídas, acompanhados de tutoriais em vídeo destinados a fraudadores iniciantes.
O relatório descreve a dark web não mais como território exclusivo de hackers experientes, mas como uma verdadeira superloja acessível a qualquer pessoa com habilidades básicas de tecnologia, ampliando o alcance de golpes em escala.
Entre as descobertas está a venda de contas prontas para fraude e tutoriais que ensinam técnicas criminosas, criando uma indústria caseira de fraudadores iniciantes. Esses pacotes permitem que o usuário realize fraudes com autenticações já resolvidas, removendo a necessidade de conhecimentos técnicos avançados.
Apesar da popularização do cibercrime, o estudo aponta que a IA tem atuado como obstáculo significativo. Tecnologias de detecção de deepfakes, analisando fraquezas como fluxo sanguíneo e microexpressões, têm frustrado criminosos que tentam burlar sistemas de verificação biométrica. Verificações de prova de vida em tempo real, análise de dispositivos e validação de números de telefone e e-mails aparecem como camadas de defesa cruciais.
O estudo também desmonta a ideia de que a dark web é um porto seguro. Golpes de saída, promovidos por administradores de marketplaces, são comuns, e o ecossistema pode transformar usuários em vítimas entre si, em um ambiente marcado pela falta de regulamentação e pela volatilidade.
Para líderes de TI e cibersegurança, a pesquisa recomenda investir em autenticação robusta, uso de IA para detecção de padrões e estratégias multicamadas de verificação. A IA é apresentada como a principal aliada na luta contra a democratização do cibercrime promovida pela dark web, exigindo educação em segurança digital e ações integradas para mitigar riscos.