O regulador chileno abriu uma consulta pública para avaliar a possível habilitação da faixa de 600 MHz para serviços móveis (IMT). Atualmente, esse espectro é utilizado pela televisão digital terrestre, o que torna a avaliação relevante para ampliar conectividade, especialmente em áreas rurais.
Segundo o documento, a banda de 600 MHz é considerada um recurso valioso para telecomunicações móveis devido à sua propagação favorável e à compatibilidade com equipamentos, o que facilita a cobertura de áreas extensas e com menor capex por ponto de transmissão.
As propostas de migração incluem realocar canais que hoje ocupam 614-698 MHz (canais 38-51) para faixas já parcialmente livres, como 470-512 MHz ou 512-608 MHz, com ênfase na opção inferior da banda UHF. As bandas para redes móveis propostas incluem padrões de 5G na padronização 3GPP, com referências às bandas N71 (uplink 663-698 MHz; downlink 617-652 MHz) e N105 (uplink 663-703 MHz; downlink 612-652 MHz).
A Subtel também sugere medidas de uso eficiente do espectro, como permitir que duas concessionárias de TV digital compartilhem a mesma faixa de frequência para a transmissão dos sinais, caso haja acordo entre as partes.
Outra opção mencionada é migrar a TV chilena para o padrão ATSC 3.0, o que facilitaria a compatibilidade de receptores no mercado. A cartilha lembra que o Brasil adotou o ATSC 3.0 como base tecnológica para a TV 3.0, o que poderia favorecer reciprocidade de dispositivos entre os dois países.
No Brasil, a destinação da faixa de 600 MHz permanece em debate, com resistência do setor de radiodifusão e a existência de projetos como o 5G Broadcast. Apesar disso, o país tem realizado testes em faixas adjacentes para explorar a viabilidade de veículos de transmissão móveis.