Uma falha no foguete indiano PSLV-C62, durante a missão de lançamento realizada na madrugada de segunda-feira (12 de janeiro), provocou a perda de 16 satélites. Entre eles estavam cinco artefatos brasileiros, incluindo o Aldebaran-I, o primeiro satélite desenvolvido no estado do Maranhão pela UFMA com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Segundo a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), o desempenho do veículo foi considerado normal até o encerramento do terceiro estágio. Foi nesse ponto que ocorreram perturbações na rotação e um desvio no caminho de voo, levando à perda de controle da trajetória e à queda de todos os satélites a bordo.
O Aldebaran-I fazia parte de um projeto acadêmico voltado à validação de novas tecnologias, com aplicações previstas em monitoramento ambiental e apoio a operações de busca e resgate no litoral. A AEB ressaltou que o nanossatélite contribuiu para avanços relevantes, como a formação de mão de obra especializada e a realização de ensaios de qualificação alinhados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae 2022-2031).
Além do Aldebaran-I, outras quatro plataformas brasileiras também se perderam na missão, todas integradas ao Pnae, que busca incentivar o desenvolvimento de nanossatélites de baixo custo com impacto social. O lançamento, que representou o 64º voo do PSLV, já havia registrado uma falha semelhante em 2025, evidenciando os riscos inerentes a missões de alta complexidade.
Especialistas apontam que, ainda assim, a cooperação entre universidades, empresas e a AEB continua a impulsionar o ecossistema aeroespacial brasileiro. A avaliação das causas da falha pelo ISRO deve trazer aprendizados para futuras campanhas, incluindo projetos semelhantes aos do Aldebaran-I de outras instituições brasileiras.