Segundo dados oficiais da Anatel divulgados em fevereiro de 2026, o Brasil encerrou 2025 com 270,2 milhões de acessos celulares, alta de 2,6%. Desses, 58,1 milhões são acessos 5G (21,5% do total), representando um crescimento de 46,6% frente a 2024; a cobertura já alcança 64,94% da população, presente em mais de 2.019 municípios, superando amplamente a meta de 57,67% para 2027.
Conforme relatório da Opensignal, Vivo, Claro e TIM figuram entre as campeãs mundiais de velocidade de download no 5G, elevando o país ao 45º lugar no ranking global desde o início das operações em 2022, acima do 80º colocado no lançamento.
Na banda larga fixa, 53,9 milhões de acessos em dezembro de 2025, com crescimento de 2,7% frente a 2024; a fibra óptica cobre cerca de 79% de todas as conexões, reafirmando sua posição dominante. A velocidade média nacional ficou entre 170 e 220 Mbps em 2024, bem acima da média global de 94 Mbps.
A revolução do 5G se consolida com a adição de mais de 18 milhões de novos pontos de acesso. O crescimento é mais intenso em estados com maior poder aquisitivo; houve redução de 3,6 milhões de conexões 2G/3G e 7,8 milhões de 4G, sinalizando migração para redes mais modernas. O Distrito Federal já registra 44,1% de linhas móveis em 5G, a maior densidade do país.
Investimentos estrangeiros no setor atingiram 39,1 bilhões de reais em 2025 (US$ 7,44 bilhões), alta de 20,4% ante 2024, com fluxo para infraestrutura de 5G e banda larga. O Brasil conta com 52.454 ERBs 5G licenciadas, distribuídas entre oito prestadoras, e o Projeto Expansão de Redes visa levar conectividade a 552 municípios de 17 estados com R$ 1,4 bilhão em fibra, redes de acesso e tecnologias 4G/5G.
Entre os desafios, o alto custo de aparelhos 5G limita adesão: apenas cerca de 21,5% das linhas usam efetivamente a tecnologia, e menos de 15% das áreas rurais têm acesso. O ecossistema de banda larga permanece bastante fragmentado, com mais de 22 mil empresas. Olhando para frente, o governo planeja ampliar 5G standalone, IoT e tecnologias como LoRaWAN e NB-IoT para ligar sensores no campo e na cidade, expandindo a inclusão digital até 2027.”