A iniciativa utiliza monitoramento remoto aliado a visitas locais para mapear buracos de conectividade e orientar políticas de expansão.
O trabalho, iniciado no Distrito Federal, combina drive tests com medições em campo e busca construir um diagnóstico para melhorar o acesso em áreas remotas.
Na primeira etapa, a equipe visitou quatro localidades rurais: Comunidade Torre e Morada dos Pássaros (Brazlândia), Lago Oeste (Sobradinho) e a região da Fercal.
Segundo o conselheiro Edson Holanda, o objetivo é transformar o levantamento em uma base para encaminhar soluções, em diálogo com as operadoras, sem caráter punitivo.
A superintendente de Fiscalização, Gesiléa Teles, explicou que o estudo usa drive test para monitorar a presença de sinais 4G e 5G ao longo de rotas, concentrando ações nos pontos onde o serviço não está disponível.
Durante as visitas, escolas foram identificadas com acesso à internet apenas nas unidades de ensino, sem conectividade ao redor. “Sinal de internet só na escola… é um problema geral”, afirmou Raquel Fideles, vice-diretora da Escola Classe Polo Agrícola da Torre. Em Fercal, Nice Souza relatou interrupções que obrigam funcionários a subir morros para fazer ligações.
A agência ressalta que a iniciativa não tem objetivo punitivo e reforça a ideia de inclusão digital como caminho para inclusão social, com o objetivo de democratizar o acesso à conectividade na maior extensão possível.