A Amazon LEO, constelação de baixa órbita destinada a fornecer banda larga por satélite, informou durante a Satellite 2026, em Washington, que a oferta comercial deve começar em poucos meses.
Chris Weber, VP de produtos de consumo e enterprise da Amazon LEO, afirmou que estamos ‘meses, e não anos, do início’ da operação comercial. Segundo ele, já há cerca de 200 satélites em orbita.
Nos primeiros 12 meses de operação, a companhia realizou 11 lançamentos, descritos pelo executivo como ‘o ritmo mais rápido de qualquer constelação no primeiro ano’. A expectativa é dobrar esse ritmo nos próximos 12 meses.
Mais de 100 lançamentos estão contratados, com quatro fornecedores de foguetes: ULA, SpaceX, Arianespace e outros. Além disso, há mais de 200 satélites fabricados e prontos para lançamento.
Weber ressaltou a complexidade do projeto: inovações em várias frentes, conjunto de habilidades avançadas e investimento de dezenas de bilhões de dólares tornam a iniciativa ‘incrivelmente complexa’, mas com visão de longo prazo.
Na diferenciação do serviço, a Amazon LEO aposta em performance, segurança e um modelo corporativo. A meta é entregar gigabit no downlink — e, mais importante, no uplink — com criptografia AES-256 em toda a rede e redes privativas.
Os planos de cobertura começam pelos hemisférios Norte e Sul e se expandem para regiões equatoriais, com casos de uso voltados a educação, saúde e serviços financeiros em áreas remotas. A AWS e o marketplace da Amazon devem oferecer integração forte com o serviço.
Quanto à infraestrutura terrestre, Weber afirma que boa parte já está instalada e em operação, com terminais de cliente em produção em massa e testes com clientes empresariais para aferir desempenho.
Para encerrar, Weber destacou o otimismo da indústria espacial, afirmando que este é um momento extremamente positivo e inovador — mudanças que, segundo ele, só ocorrem a cada cem anos — e expressou confiança de que tudo será entregue conforme o planejado.