Durante o Mobile World Congress, a Aliança da Internet Aberta (AIA) revelou que passa a se chamar DIG.IA, ampliando seu foco para representar a camada de infraestrutura da internet e reunir hyperscalers, provedores de data center, cabos submarinos e redes CDN.
A DIG.IA reúne nomes de peso da tecnologia, incluindo Meta, Microsoft, Google, Amazon/AWS, Netflix, TikTok, Scala, Tecto e Ascenty, com abertura para empresas de telecomunicações. Não atua na camada de conteúdo, conforme a organização, fazendo o recorte de governança técnica e regulatória.
Com um CNPJ próprio, a DIG.IA afirma que poderá atuar diante do Legislativo, Executivo, reguladores e Judiciário, buscando influenciar políticas públicas sobre governança e regulação da infraestrutura digital no Brasil e além. A visão é criar um canal institucional para atrair investimentos na camada de dados.
A nova estrutura mantém áreas dedicadas a data centers, cabos submarinos, EDGE computing (CDN) e certificações, com liderança para Alex Jucius (ex-NEO) na área de cabos submarinos e hardware/software, Ana Paula Bialer no front de edge datacenter e CDNs, Artur Coimbra (ex-conselheiro da Anatel) à frente de datacenters, e Ana Luiza Valadares (Meta) na presidência do conselho brasileiro.
Entre os temas a serem trabalhados estão a regulação da infraestrutura digital, governança da Internet e certificação de equipamentos da camada de dados. Segundo Molon, o objetivo é fundamentar decisões com estudos e evidências, oferecendo subsídios aos reguladores e parlamentares para fortalecer o ambiente de investimentos em infraestrutura de dados. A DIG.IA também planeja manter um diálogo próximo com frentes parlamentares, contribuindo para que o Brasil aproveite oportunidades de crescimento na infraestrutura.
Mercados da América Latina também ganham atuação com DIG.IA LA C, mantendo a mesma linha de governança colaborativa entre membros e com foco na expansão da infraestrutura de dados na região. A agenda, afirma Molon, é de longo prazo e busca não dividir o país durante períodos eleitorais, enfatizando o papel da infraestrutura digital como projeto nacional.