Apesar de o agronegócio brasileiro investir até US$ 8,3 bilhões em tecnologias conectadas até 2026, especialistas alertam que o avanço em cibersegurança não acompanha esse ritmo.
Casos de ataques cibernéticos já atingiram fazendas na Europa e nos Estados Unidos, interrompendo sistemas de irrigação automatizada e o controle de silos, revelando que uma falha de proteção pode comprometer a produção agrícola.
O avanço da conectividade rural — que já alcançou cerca de 84,8% da população no campo — amplia a superfície de ataque, com mais máquinas, dispositivos IoT e plataformas operando em tempo real na nuvem.
A mecanização inteligente permanece como principal vetor de vulnerabilidade, com tratores, colheitadeiras e drones transmitindo dados operacionais para plataformas na nuvem via GPS de alta precisão, piloto automático e telemetria.
Para mitigar riscos, especialistas defendem segurança multicamadas, criptografia em trânsito, autenticação multifator e monitoramento de anomalias, além de governança de identidades; porém, a adoção dessas medidas ainda é desigual, concentrando-se nos grandes players, enquanto produtores médios e pequenos permanecem mais expostos.
A proteção de infraestruturas críticas no campo é vista como elemento essencial para manter a competitividade global do agro brasileiro, que precisa equilibrar produtividade com resiliência digital.