Santa Catarina consolidou, em 2024, um investimento de 257 milhões de reais em ciência e tecnologia voltadas à agricultura digital, elevando o estado ao segundo lugar no ranking nacional de inovação.
A EPAGRI, que celebra 50 anos, comanda a transformação do agronegócio catarinense por meio de Smart Farming, inteligência artificial e biotecnologia, com o objetivo de reduzir perdas de cerca de 2,7 bilhões de reais provocadas por eventos climáticos extremos.
Em apenas dois anos, o montante investido subiu de 80 milhões para 257 milhões, consolidando Santa Catarina como polo de soluções digitais para o campo e criando um mercado bilionário para empresas de tecnologia.
Entre 20 e 23 de outubro, Florianópolis recebeu seminário estratégico que reuniu pesquisadores, dirigentes e parceiros institucionais para discutir o futuro da ciência no campo, com o foco em ampliar a agricultura digital como ferramenta de adaptação climática e ganho econômico.
O Smart Farming desponta como fronteira tecnológica, integrando sensores IoT, drones para mapear pragas e algoritmos preditivos que ajudam a planejar plantio, manejo e colheita diante de janelas climáticas.
Mercado de TI no campo já respira com iniciativas como plataformas de dados climáticos, integração de blockchain para rastreabilidade, e o uso de edge computing para reduzir latência em áreas rurais, além de reforçar a segurança cibernética.
A convergência entre biotecnologia e IA abre portas para bioinsumos com dosagens otimizadas, elevando a eficiência e reduzindo impactos ambientais; startups catarinenses com expertise agronômica têm potencial para capturar boa parte dos investimentos estaduais.
No conjunto, a agricultura digital em Santa Catarina não é tendência do futuro, mas realidade presente que gera receita, valida soluções e coloca o estado como laboratório nacional de transformação tecnológica no agro.